19 fevereiro 2018

Top-8 Mega Sena

00: Maiores Prêmios da Mega Sena: 00
01: Concurso 1764 (25/11/2015)
00: R$ 205.329.753,89
00: 1 ganhador de Brasília-DF
02: Concurso 1220 (06/10/2010)
00: R$ 119.142.144.27
00: 1 ganhador de Fontoura Xavier-RS
03: Concurso 1575 (19/02/2014)
00: R$ 111.503.902,49
00: 1 ganhador de Santa Bárbara d’Oeste-SP
04: Concurso 1953 (29/07/2017)
00: R$ 107.956.102,12
00: 1 ganhador do Rio de Janeiro-RJ
05: Concurso 2015 (17/02/2018)
00: R$ 104.545.829,37
00: 1 ganhador do Curitiba-PR
06: Concurso 1924 (26/04/2017)
00: R$ 101.484.527,44
00: 1 ganhador de Jaciara-MT
07: Concurso 1772 (22/12/2015)
00: R$ 098.688.974,76
00: 1 ganhador de Campos Belos-GO
00: 1 ganhador de Santos-SP
08: Concurso 1810 (20/04/2016)
00: R$ 092.303.225,84
00: 1 ganhador de Cabrobó-PE
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17 fevereiro 2018

Poeminho do Contra

Como você pode manter um passarinho preso em uma gaiola e ainda assim chamá-lo de seu?
Seu seria se ele estivesse livre e mesmo assim decidisse ficar.

15 fevereiro 2018

13 fevereiro 2018

A Mãe e a Bola

Ele devia ter jogado futebol. Mas não. Nasceu com a maldade e só viveu para ela. Moleque, punha passarinho vivo na bacia de água quente; rapaz, roubava dos vizinhos; adulto, brigava, xingava, sumia.
No mesmo beco, os meninos jogando bola e ele sozinho, não falava. Com a família, grande, pobre, a mãe velha e quase surda, só aos gritos.
E assim foi.
Mais do que adulto, roubos maiores. Prisões. Fugas. Tiros no peito, na barriga, no pescoço. Surras de polícia e de bandido.
A magreza, os ex-dentes, as cicatrizes, as desfigurações. Cirurgias, sangramentos, fomes e comas. A morte tentava, mas não conseguia.
Até que, quase velho, voltou pra casa da mãe, sozinha, mais do que velha, surda.
Ele e ela. Calado, abafada. Outros meninos, como os antigos e os de sempre, jogando bola no beco. Ele não olhava.
Parou de roubar, de ser preso, de apanhar, de levar tiro e facada. Nos cantos. Sem conversa. Sem nada.
A única coisa era, todo fim de tarde, a pedido da mãe, ligar um disco de que ela gostava. Ela sentava e ouvia inteiro, de olhos fechados. O volume no máximo.
Nem sabia se a mãe ouvia. O sol no fim. Ele ali, ela lá. Ele em dó, ela em si.
Quando acabava o disco ela reabria os olhos – e refechava os ouvidos.
Um dia, não abriu mais.
Então, o então.
Todos os dias seguintes, por dois meses, ele ligou o mesmo disco. E o beco ouviu as músicas e o seu choro alto como de um surdo gritando.
Todo dia.
Até morrer.
Sem nunca ter jogado bola.
Mas devia.
(Texto de Luiz Guilherme Piva)

11 fevereiro 2018

09 fevereiro 2018

07 fevereiro 2018

Mané Garrincha

Na última rodada do Campeonato Carioca de 1957 o Fluminense precisava de um empate no Maracanã para erguer o troféu, mas o Botafogo trucidou o rival: 6x2, com cinco gols de Paulo Valentim e um de Mané Garrincha.
Quem sofreu com os dribles do camisa 7 foram os marcadores Altair e Clóvis. Quando o Botafogo fez 4x1, o jogador Telê, que viria a ser o técnico Telê Santana, disse a Didi: “Vocês já são campeões. Diga ao Garrincha para parar de desmoralizar o Clóvis e o Altair.” 
Minutos depois, Garrincha driblou meia equipe do Fluminense e marcou o quinto gol do Glorioso.
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05 fevereiro 2018

No Caminho

NO CAMINHO COM MAIAKÓVSKI
# 
Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.

#
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

#
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
#
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne a aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
#
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
#
E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!

(Poema de
Eduardo Alves da Costa)
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03 fevereiro 2018

01 fevereiro 2018

Originalidade

É melhor fracassar na originalidade do que ter êxito na imitação.”
Herman Melville, escritor, poeta e ensaísta norte-americano.
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23 janeiro 2018

19 janeiro 2018